A Gestão Emocional da Mudança Tecnológica e os Requisitos do Novo Windows
4 min read
Houve tempos em que uma atualização de sistema operativo era sinónimo de “choro e ranger de dentes”, resultando frequentemente numa quebra abrupta de produtividade. Computadores parados e funcionários incapazes de trabalhar eram o cenário habitual durante o tempo que a instalação demorasse. Contudo, perante o inevitável fim do suporte da Microsoft ao Windows 10, o Departamento de Negócios e Comércio (DBT) do Reino Unido decidiu adotar uma estratégia diferente, priorizando uma abordagem profundamente centrada no ser humano para a migração para o Windows 11.
A paisagem emocional da atualização
Conforme o departamento observou esta semana, as mudanças técnicas, em particular, trazem um grau considerável de incerteza. É compreensível que as pessoas precisem de tempo para assimilar, à sua maneira, o que está a acontecer e como isso as afetará pessoalmente. Faz sentido que os funcionários fiquem apreensivos quando lhes é dito que os seus métodos de trabalho estão prestes a mudar e que terão de reconstruir as suas rotinas do zero.
Imagine-se um funcionário público, habituado à sua rotina, ser apanhado desprevenido por uma barra de tarefas centrada e um novo menu Iniciar, ou ser surpreendido pelos cantos arredondados dos seus ícones favoritos. Sem a devida preparação, o Reino Unido poderia ver-se inadvertidamente numa guerra comercial com a Gronelândia ou a forçar destilarias escocesas a alterar os nomes dos seus produtos premium. Felizmente, o DBT estava ciente da importância de guiar os seus funcionários através daquilo a que chamaram “a paisagem emocional da mudança”.
Para mitigar estes riscos, o programa de atualização para o Windows 11 foi moldado pelo design centrado no utilizador desde o início. A equipa baseou-se em pesquisas que categorizavam os funcionários em três grandes grupos: o defensor, o empenhado e o cauteloso. Curiosamente, e talvez de forma surpreendente para alguns analistas, ninguém se identificou como “curioso” — uma característica que talvez não seja muito encorajada nos corredores de Whitehall atualmente.
Esta segmentação permitiu à equipa técnica direcionar a sua comunicação para explicar o “quê”, o “porquê” e, sobretudo, oferecer a garantia de que o Windows 11 não era assim tão diferente do seu antecessor. No entanto, dizer apenas que a mudança não é profunda não seria suficiente. Foi necessário trabalhar com analistas de dados para criar um painel de controlo onde os colegas pudessem verificar por si mesmos se o seu portátil necessitava de atualização e que tipo de mudança iriam experienciar.
O imperativo técnico e a segurança
A urgência desta transição não é infundada. Com a Microsoft a descontinuar progressivamente o suporte para o Windows 10, manter sistemas antigos torna os computadores vulneráveis. É, portanto, um momento crucial para considerar a atualização, não apenas pela segurança, mas pelas funcionalidades que o novo sistema oferece.
O Windows 11 Pro apresenta-se com um ecrã inicial mais limpo e um menu Iniciar renovado, além de ferramentas de produtividade como os snap layouts e múltiplos ambientes de trabalho, que facilitam a organização de janelas durante o multitasking. “Debaixo do capô”, o sistema utiliza TPM 2.0, secure boot e opções como a encriptação de dispositivo BitLocker para proteger os dados em hardware suportado. Além disso, a versão Pro inclui o Copilot, que pode responder a perguntas, alterar definições, resumir páginas web e sugerir texto ou código.
Custos e compatibilidade de Hardware
Para o consumidor geral ou empresas fora do espectro governamental, a questão financeira também pesa. Embora o preço de tabela do Windows 11 Pro possa rondar os 199 dólares, surgem frequentemente no mercado oportunidades para adquirir licenças vitalícias a preços drasticamente reduzidos, por vezes abaixo dos 10 dólares. Estas licenças digitais, que geralmente requerem ativação num curto espaço de tempo após a compra, incluem atualizações futuras.
No entanto, é vital verificar a compatibilidade antes de qualquer investimento. Esta versão destina-se a computadores que cumpram os rigorosos requisitos da Microsoft e necessitem de uma nova licença. Se um PC com Windows 10 não conseguir instalar o Windows 11 através do Windows Update, também não será capaz de correr esta versão.
As especificações mínimas exigem um processador de 1GHz ou mais rápido, 4GB de RAM, 64GB ou mais de armazenamento, firmware UEFI, TPM 2.0, uma placa gráfica compatível com DirectX 12 e um ecrã de 720p com pelo menos 9 polegadas. Seja numa repartição pública britânica ou num escritório doméstico, a atualização é inevitável, mas a preparação — técnica e emocional — continua a ser a chave para o sucesso.