Trocar smartphone é realmente necessário?

Por que trocamos de aparelho todo ano?

Os smartphones vieram com tudo. Revolucionaram a comunicação, o modo como nos relacionamos, as compras, as pesquisas e até nossa rotina. Mas será mesmo que precisamos trocar de smartphone uma vez a cada ano? Colocamos alimentos na geladeira de 2005, dirigimos um carro de 2010, cozinhamos em um fogão de 2014. Por que os celulares são exceção a essa regra?

David Pogue, colunista de tecnologia pessoal do New York Times, escreveu um artigo sobre a necessidade que estamos criando de trocar continuamente nossos aparelhos celulares. Segundo David, possuir um modelo ultrapassado é visto como algo “da época das cavernas” pelos outros indivíduos. E isso, claro, também acontece no Brasil. Todavia, separando o aspecto do status social e analisando os aparelhos somente pelos requisitos tecnológicos, será que é necessário trocar o smartphone todo ano?

O mercado altamente competitivo dos smartphones faz com que as empresas busquem ininterruptamente novas tecnologias e funcionalidades para agregar aos aparelhos. Muitas vezes, essas novas tecnologias nem estão aperfeiçoadas o suficiente para que sejam incorporadas ao smartphone, mas, mesmo assim, as marcas investem pesado em marketing com apelos de novas funções que na verdade nem funcionam tanto assim.

Entre esses casos, estão os aparelhos que se propuseram a fotografar debaixo da água. A assistência técnica da marca que lançou essa tecnologia ganhou muito trabalho. Outra tecnologia que não vingou nos celulares foi a tela 3D. A atualização mais gerou tonturas nos usuários do que uma experiência de três dimensões.

David Pogue avalia os smartphones como uma exceção à regra do consumo. Existem muitos fatores que impulsionam a troca constante dos aparelhos, alguns deles são os avanços rápidos da tecnologia, o status social e o fato de estarmos quase 100% do dia com um deles na mão. No entanto, David alerta que nem sempre é preciso atualizar seu smartphone. Segundo ele, é indispensável considerar quais seriam os ganhos reais com a troca do aparelho, avaliar se a nova tecnologia realmente funciona bem e trará algum benefício tangível.

Não podemos ficar como bonecos que seguem cegamente os lançamentos da tecnologia. Um olhar crítico para os apelos comerciais evita que gastemos nosso suado dinheiro em vão. Só porque você pode fazer uma atualização, não significa que seja a escolha certa.

Ass: Matheus Griebeler

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